quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rilke - Sonetos a Orfeu - II.14

Olha as flores, fiéis às coisas da terra,
com quem dividimos nosso destino sem eira nem beira.
Quando fenecem choram o ciclo que se encerra;
mas cabe a nós o remorso, a dor derradeira.

Tudo quer pairar. Mas somos pesados;
pousamos em tudo, encantados com a nossa massa;
somos, para as coisas, mestres esfomeados,
pois desfrutam uma infância que não passa.

Se alguém as embalasse em sono profundo,
e, a elas se aninhando, adormecesse junto,
amanheceria leve e distante das coisas do mundo?

Ou, talvez, se ele ficasse; elas florariam em tudo,
a louvar o convertido. Ora também oriundo,
irmão das irmãs do vento, pelos prados de veludo.

Tradução Karlos Rischbieter com Paulo Garfunkel, Editora Record
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Um comentário:

Quando a vida dentro de mim se tornou possivel disse...

Estou passando por aqui, para comunicar que estarei ausente por um tempo.Metamorfósica como sou, sempre em tempo de férias necessito fazer
algumas mudanças na minha casa, na minha vida, e meus Blogs não poderiam ficar de fora(rsrs).
Quando eu voltar ,estarei por aqui, com certeza, se Deus quiser!
Um grande abraço!! Rejane

P.S. O Blog da gula(receitas) permanecerá aberto.

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