Na rua em que mora o Amor, o esplendor dos reis é pura vaidade. Confessa tua escravidão e orgulha-te de ser escravo.
Àquele que ia tombando e que Deus segura pela mão, dize: - “Que o teu papel seja partilhar as tristezas dos que caíram”.
E tu, Saki, transpõe o limiar de minha porta. Doce mensageiro, liberta-me o coração, por um instante, das tristezas de que o mundo o oprime.
Quantos perigos na estrada real das dignidades e das grandezas! É prudente evitá-la quanto possível.
O pensamento do Sultão só se ocupa de inimigos, conquistas e coroas. O Derviz só pensa na calma da tarde e no plácido refúgio do calênder.
Deixa-me confiar-te um segrêdo: mais vale a paz do que o poder.
Hafiz, não laves o rosto para limpá-lo da poeira que a pobreza tranqüila nêle acumulou: esta poeira vale mais do que o ouro do alquimista.
De "Os gazéis de Hafiz" tradução de Aurelio Buarque de Hollanda




















Um comentário:
Nobre Muma, meu irmão, ouvindo novamente agora emocionado borbulinhas. Absurdo, muito bom! aliás, todas, Broto tenáz, no te amo com esse arranjo organico, ta equilabradissima dmais, Meu bem, com essa influencia da chula baiana (pai Roberto Mendes)...
Só maravilha e pérolas!
esse violãozinho ta afiado, nego! ta me dando vontade de estudar, viu! e inspiração
buscar nossa própria e mais profunda existencia sem barreiras. O universo conspira sempre de acordo com nossas vibrações
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